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A todos os Caminhantes ao Santuário do Endovellicvs As nossas Saudações Estivais em prelúdio de Festivais. Enquanto uns, festejam Solstícios e outros, as Juninas Nós iremos ver pedras dum passado distante. Distante na alma lusitana Porque se ainda do Deus Ibérico se lembram, aos romanos se deve, Mas alma lusitana não esquece, que romana não é. Aceitámo-lo, e assim obtemos identidade civilizada Porque de Roma se lembram as almas novas. E continuando... Os Romanos deixaram palpável a Religião Antiga Ulteriormente arrasada, mas não totalmente destruída. Voltaram os Pagãos, silenciosos Trilhando passeio nos pés e sacralidade na alma Ao Domingo de Julho, o mais próximo do Plenilúnio Os caminhos dos Peregrinos de outrora Percorridos são agora. Temos identidade Não somos perdidos nem vamos por Compostela Temos algo poderoso, vivo e nosso Latente nas pedras escondidas de mármore e granito Estraçalhado e envelhecido Um dia, brilharão de novo ao Sol E retornarão as Luas aos Sois? Deus Endovellicus No nosso monte Peregrinoi de Sol adornado. Não amortalhado, livre em espírito Como os pássaros que cruzam os céus Voltámos, percorrendo os caminhos mui antigos, mas não perdidos. Novas marés, as dos novos tempos Celebrando ritos antigos Perpetuando a Voz dos Deuses da antiga Obéria. Por Endovellicus, HPs Isobel da Lusitânia |